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IDÉIA_03 | CARLOS PENNA


 

Em meados de 2017, um pouco depois de eu e Carlos Bertuol abrirmos nosso Espaço Quadrado recebi um telefonema de Carlos Penna dizendo que gostaria de conhecer nossa loja e mostrar seu trabalho para nós. Numa tarde, chegam dois meninos lindos, modernos, cheios de energia criativa e com um brilho no olho que lembrava meu início de carreira quando comecei a sonhar com este universo que respiro e transpiro até hoje. Eram eles Carlos Penna e Paulo Dornelas. Dois talentos que nos impressionaram. Carlos pena tem aquela criatividade que só os grandes criadores tem. Uma criatividade que escapa do controle, que tem uma exuberância de quem precisa dela para continuar vivendo. E Paulo dá o suporte necessário para que tudo aconteça. Uma dupla perfeita!!!!

O trabalho construtivo, as mil possibilidades criativas, as pesquisas e usos de materiais os mais inusitados, fazem da arte/design das jóias/acessórios de Carlos Penna um objeto de desejo por todas mulheres e homens  que garimpam criações raras. Começamos eu e Carlos desejando, e hoje, nossas clientes os tem em seus closets juntos de minhas criações também.

O Espaço Quadrado abriga Carlos Penna desde 2017, com suas coleções de linha e algumas desenvolvidas exclusivas para nós.

Abaixo, uma breve entrevista com Carlos Penna contando um pouco de sua trajetória: passado, presente e futuro. Desfrutem!!!!

Mareu Nitschke - O que te levou a ser um designer de joias contemporânea, se assim posso definir? Conta um pouco da tua trajetória, de tua formação?

Carlos Penna - Na verdade eu não  me imaginava criando joias, eu comecei cursando arquitetura mas larguei o curso depois e ingressei no curso de Design de Moda,  no inicio eu praticamente renegava essa área porque não era exatamente o que eu queria já que cresci no meio da produção de acessórios e a empresa da minha mãe cresceu junto comigo, dado essa vivência na produção contínua sempre fui muito mais interessado pelas artes e o modo de criação que ela envolve, foi quando percebi que não precisava seguir o mesmo caminho que minha mãe, mas poderia extrapolar esses limites e usar a joia como uma plataforma de expressão. Isso foi um real aprendizado, pois pude entender o que era joalheria contemporânea, como funciona o design de joias e assim cresci de maneira independente, aproveitando do que a  fábrica e a produção poderia me ensinar, mas seguindo meu próprio caminho, seguindo meus ideais e minha própria atitude com relação àquilo que acredito ser criação. 

 

 

Mareu Nitschke - Qual tuas principais inspirações?

Carlos Penna - Busco inspirações dentro da arte contemporânea, nela vejo algo libertador no sentido da criação. Lygia Clark, por exemplo, revolucionou a arte  trabalhou com diversos tipos de materiais, madeira, plásticos e metais. Lygia aproximou e incorporou o  expectador  com o objeto de arte. Essa interação entre novos materiais, o objeto em si, e um conceito em constante transformação através da resignificação. São essas experiências entre os espectadores e os objetos o que mais me inspiram como criador, e como quero desenvolver a marca.     

Mareu Nitschke - Quais designers e/ou marcas te inspiram?

Carlos Penna - Aprecio demais outros designers brasileiros como o Estúdio Campana, o Sérgio Rodrigues, o Índio da Costa, você mesmo Mareu que tem um trabalho que conversa tão bem com o meu.  E pelo mundo afora, como o Hussein Chalayan, a Iris Van Herpen, o Martin Margiela, o Issey Miyake, o Yohji Yamamoto. Mas realmente a arte comtemporânea é onde busco minha inspiração.

 


Mareu Nitschke -  Como é ser um designer e ao mesmo tempo ter um negócio próprio nestes tempos de Brasil? Quais os desafios? Como funciona tua parceria com o Paulo, marido e sócio?

Carlos Penna - Ser designer e empresário ao mesmo tempo, principalmente agora no Brasil, é extremamente conturbado. Como criador quero fazer objetos sem estar me preocupando em vender e como empresário sei que preciso ter algo comercial o suficiente, mas sem perder minha essência, para poder continuar criando o que me interessar. Acho que o maior desafio é achar essa linha tênue entre o conceitual e o comercial, para ficar satisfeito nas duas esferas, acabo muitas vezes achando válvulas de escape para criar peças que sejam só conceito como faço em desfiles e depois tento desmembrar isso na minha coleção. Bom, minha parceria com o Paulo acho que se dá de maneira muito parecida, tentamos achar esse equilíbrio entre vida pessoal e vida de trabalho respeitando nossas individualidades e tem funcionado muito bem pra gente.    

 


Mareu Nitschke - Daqui pra frente, quais as vontades e projetos?

Carlos Penna - Acho que daqui pra frente quero partir para outras áreas, além das joias é claro. Levar a estética que eu acredito para outras esferas é algo que eu sempre quis. Tenho vontade de criar objetos para casa, por exemplo. Mas por enquanto, vamos continuar focando nas joias.

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